17 17UTC maio 17UTC 2009

3 em 1.

Mais uma vez demorei tanto tempo pra postar.
então escrevi 3 e postei ^_^
Beijos a todos e agora demoro mais novamente.
Contradições.

Como que diz que nunca amou fala tanto dela?
A quem tenta enganar ou impressionar.
A poesia tenta que sai do som do velho violino desafinado é acariciado pelas notas do piano.
Enquanto você apenas assiste a dança no céu, você esconde quem eis.
Já não sabe mais seus objetivos, tornar-se um ser banal.
Tudo aquilo que você nunca quis ser esta refletida em você.
Eis o reflexo típico de um ninguém que vive a trabalhar para ser lembrado como trabalhador no dia de sua morte.
Mas, esqueça ninguém irá ao seu enterro e este ninguém é o vazio.
Nem seu piano, seu violino, seus amigos, sua sombra, seu reflexo, sua amada e tão pouco eu, morrera sozinho tão como viveu.
Ainda vai falar de amor? Ser vazio que se enche de vida quando rouba a de outro.
Busca agora o teu caminho ou ele sumirá e você continuará nessa tormenta.
E a discussão do piano com o violino continua.


Estranho em mim.

Afasta de mim, não mereço esse vitae.
Não mereço mais nada, nem a morte.
Devo ficar num buraco negro aonde não existe nada.
Nem o nada acho que mereço, devo pagar o preço.
Por ser assim um estranho dentro de mim.
Olho-me no espelho amigo e não sei mais o que é aquilo refletido em mim.
Será que o pouco de juízo que tinha finalmente acabou?
Nem uma lagrima cai, sinto um vazio que chega a ponto de não sentir nada.
Não quero mais perder a humanidade que resta fazendo de outras dores meu consolo.
Já estou com sono, só queria deitar em cima daquela pedra mais alta que recebe o primeiro beijo do sol no amanhecer.
Só queria ouvir suas ultimas palavras no dia que eu morrer.

Herança.

Desperta, doce criança da noite.
Veja abra os olhos para sua nova vida.
Cometi o maior pecado que um anjo caído pode fazer.
Sua morte foi preenchida com vida eterna.
Agora você irá desejar nos próximos 500 anos a morte te abraçar.
Verá que agora ninguém te Dara a mão, está só na solidão.
As suas serão teu guia, o colo quente das raparigas serão tuas frustrações.
A musica vai te tocar de um jeito diferente. O álcool não te fará mais feliz.
Irá buscar os bêbados para te satisfazer e as frustrações se mostram.
Mas, agora agradece quem te amaldiçoa vou te ensinar como não morrer.
E para que um imortal precisa saber como não morrer?
A resposta é simples depois de dois mil e duzentos anos vagando pelo mundo.
Já não tem mais nada que você não fez.
E a morte cada dois mais parece ser convidativa.
Agora se deite comigo, o mais irônico é dizer para um imortal.
Venha me abrace não percamos tempo, pois não sabemos o dia de amanhã.
E tudo se repete a morte cada vez mais perto de se distanciar de mim.

criado por waldir.alves807    23:42 — Arquivado em: Sem categoria

5 05UTC fevereiro 05UTC 2009

^_^

Não Consegui Deixar como Testemunho, Porque tem Mais de 1024 Caracteres ^_^
Enfim, espero que goste  beijosss

Não sabia que resposta teria ao verte novamente.
Aquela doce sensação de amor volta desta vez incontrolavelmente.
Tanto tempo passado e vejo que eis linda e doce como sempre foi.
A luz dos teus olhos ao tocarem nos meus me trouxe a vontade.
Lembro muito bem que passei anos cultivando uma raiva daqueles que te levaram de mim.
Ignorância a minha, pois, só tenho a agradecer aprende a ser mais forte e maduro.
Agora luto para conquistar o que 12anos tiraram de mim, o seu amor.

E espero com todo carinho conseguir, pois sei que é você.
Utilizo meio para tentar te conquistar, porem fico mais apaixonado a cada dia.

Tal amor fala que é proibido e pecado, mas que pecado existe em amor verdadeiro?
Eu sei que pensa que falo de boca e sei que não sou o mais belo do reino.

Apesar de todos estes defeitos eu posso te dizer uma qualidade em mim, Você.
Me completo com você, sinto vontade de continuar, erro ao tentar um beijo teu roubar.
O caminho para a felicidade eterna será quando o seu destino cruzar com o meu.

criado por waldir.alves807    11:14 — Arquivado em: Sem categoria

4 04UTC fevereiro 04UTC 2009

Das noites no Bordel.

Perdão tanto tempo sem postar nadaaaaa
estava relaxando e resetando a mente, tentarei postar 1 vez na semana ^^
segue o texto - Neste texto utilizei formas do neoclassicismo, que consistia em observar um alguem conhecido ou não, e fazer alguns relatos sobre ele, dando um sentido de entrevista ou teu ponto de vista sobre esta enfim, Apresento “Rinaldo Bellomo” é um sujeito de meia idade, trabalho fixo, apaixonado pela vida perdida e todos os tipo de prazeres que a terra a oferecer seguirá mais alguns textos sobre ele ^^
Das Noites No Bordel.

Ela, Sonhadora diva dos prazeres carnais.
Faz com que todos se sintam carniçais.
Come-lhe a carne, engole teu gosto.
Por ela muitos homens estão dispostos.
A darem tudo que tem em seus bolsos.

Beijo fatal de uma viúva negra.
Que hipnotiza qualquer com seu gingar.
Quem é ela? Esta dama da noite.
Fica ali a espreita de mais um.
Para aquecer sua cama e aumentando a fama.

Dentre as camélias deste jardim.
Eis a mais bela de certo eu digo.
Que outra igual a ti não há.
E faço de tudo para noutro dia te comprar.
Custe o que custar ela mais uma vez virá.
Em minha cama me conquistar.

Relato de um eterno Apaixonado da Vida Boemia – *Rinaldo Bellomo (1840 – 2000)

* Pesquisarem sobre este nome “Rinaldo Bellomo” - é um sujeito atual da area medica, apenas gostei do nome e me deu esta ideia ^^

criado por waldir.alves807    10:42 — Arquivado em: Sem categoria

16 16UTC dezembro 16UTC 2008

O ENFERMEIRO

Achei lindo…
Machado de Assis gente, espero um dia construir um texto tão ricoooo

Parece-lhe então que o que se deu comigo em 1860, pode entrar numa página de livro? Vá que seja, com a condição única de que não há de divulgar nada antes da minha morte. Não esperará muito, pode ser que oito dias, se não for menos; estou desenganado.

Olhe, eu podia mesmo contar-lhe a minha vida inteira, em que há outras coisas interessantes, mas para isso era preciso tempo, ânimo e papel, e eu só tenho papel; o ânimo é frouxo, e o tempo assemelha-se à lamparina de madrugada. Não tarda o sol do outro dia, um sol dos diabos, impenetrável como a vida. Adeus, meu caro senhor, leia isto e queira-me bem; perdoe-me o que lhe parecer mau, e não maltrate muito a arruda, se lhe não cheira a rosas. Pediu- me um documento humano, ei-lo aqui. Não me peça também o império do Grão-Mogol. nem a fotografia dos Macabeus; peça, porém, os meus sapatos de defunto e não os dou a ninguém mais.

Já sabe que foi em l860. No ano anterior, ali pelo mês de agosto, tendo eu quarenta e dois anos, fiz-me teólogo. - quero dizer, copiava os estudos de teologia de um padre de Niterói, antigo companheiro de colégio, que assim me dava. delicadamente, casa, cama e mesa. Naquele mês de agosto de 1859, recebeu ele uma carta de um vigário de certa vila do interior, perguntando se conhecia pessoa entendida, discreta e paciente, que quisesse ir servir de enfermeiro ao Coronel Felisberto, mediante um bom ordenado. O padre falou- me, aceitei com ambas as mãos, estava já enfarado de copiar citações latinas e fórmulas eclesiásticas. Vim à corte despedir-me de um irmão, e segui para a vila.

Chegando à vila, tive más notícias do coronel. Era homem insuportável, estúrdio, exigente, ninguém o aturava, nem os próprios amigos. Gastava mais enfermeiros que remédios. A dois deles quebrou a cara. Respondi que não tinha medo de gente sã, menos ainda de doentes; e depois de entender-me com o vigário, que me confirmou as notícias recebidas, e me recomendou mansidão e caridade, segui para a residência do coronel.

Achei-o na varanda da casa estirado numa cadeira, bufando muito. Não me recebeu mal. Começou por não dizer nada; pôs em mim dois olhos de gato que observa; depois, uma espécie de riso maligno alumino-lhe as feições. que eram duras. Afinal, disse-me que nenhum dos enfermeiros que tivera, prestava para nada, dormiam muito, eram respondões e andavam ao faro das escravas; dois eram até gatunos!

- Você é gatuno?

- Não, senhor.

Em seguida, perguntou-me pelo nome: disse-lho e ele fez um gesto de espanto. Colombo? Não, senhor: Procópio José Gomes Valongo. Valongo? achou que não era nome de gente, e propôs chamar-me tão-somente Procópio, ao que respondi que estaria pelo que fosse de seu agrado. Conto-lhe esta particularidade, não só porque me parece pintá-lo bem, como porque a minha resposta deu de mim a melhor idéia ao coronel. Ele mesmo o declarou ao vigário, acrescentando que eu era o mais simpático dos enfermeiros que tivera. A verdade é que vivemos uma lua-de-mel de sete dias.

No oitavo dia, entrei na vida dos meus predecessores, uma vida de cão, não dormir, não pensar em mais nada, recolher injúrias, e, às vezes, rir delas, com um ar de resignação e conformidade; reparei que era um modo de lhe fazer corte. Tudo impertinências de moléstia e do temperamento. A moléstia era um rosário delas, padecia de aneurisma, de reumatismo e de três ou quatro afecções menores. Tinha perto de sessenta anos, e desde os cinco toda a gente lhe fazia a vontade. Se fosse só rabugento, vá; mas ele era também mau, deleitava-se com a dor e a humilhação dos outros. No fim de três meses estava farto de o aturar; determinei vir embora; só esperei ocasião.

Não tardou a ocasião. Um dia, como lhe não desse a tempo uma fomentação, pegou da bengala e atirou-me dois ou três golpes. Não era preciso mais; despedi-me imediatamente, e fui aprontar a mala. Ele foi ter comigo, ao quarto, pediu-me que ficasse, que não valia a pena zangar por uma rabugice de velho. Instou tanto que fiquei.

- Estou na dependura, Procópio, dizia-me ele à noite; não posso viver muito tempo. Estou aqui, estou na cova. Você há de ir ao meu enterro, Procópio; não o dispenso por nada. Há de ir, há de rezar ao pé da minha sepultura. Se não for, acrescentou rindo, eu voltarei de noite para lhe puxar as pernas. Você crê em almas de outro mundo. Procópio?

- Qual o quê!

- E por que é que não há de crer, seu burro? redargüiu vivamente, arregalando os olhos.

Eram assim as pazes; imagine a guerra. Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram as mesmas, se não piores. Eu, com o tempo, fui calejando, e não dava mais por nada; era burro, camelo, pedaço d’asno, idiota, moleirão, era tudo. Nem, ao menos, havia mais gente que recolhesse uma parte desses nomes. Não tinha parentes; tinha um sobrinho que morreu tísico, em fins de maio ou princípios de julho, em Minas. Os amigos iam por lá às vezes aprová-lo, aplaudi-lo, e nada mais; cinco, dez minutos de visita. Restava eu; era eu sozinho para um dicionário inteiro. Mais de uma vez resolvi sair; mas, instado pelo vigário. ia ficando.

Não só as relações foram-se tornando melindrosas, mas eu estava ansioso por tornar à Corte. Aos quarenta e dois anos não é que havia de acostumar-me à reclusão constante, ao pé de um doente bravio, no interior. Para avaliar o meu isolamento, basta saber que eu nem lia os jornais; salvo alguma notícia mais importante que levavam ao coronel, eu nada sabia do resto do mundo. Entendi, portanto, voltar para a Corte, na primeira ocasião, ainda que tivesse de brigar com o vigário. Bom é dizer (visto que faço uma confissão geral) que, nada gastando e tendo guardado integralmente os ordenados, estava ansioso por vir dissipá-los aqui.

Era provável que a ocasião aparecesse. O coronel estava pior, fez testamento, descompondo o tabelião, quase tanto como a mim. O trato era mais duro, os breves lapsos de sossego e brandura faziam-se raros. Já por esse tempo tinha eu perdido a escassa dose de piedade que me fazia esquecer os excessos do doente; trazia dentro de mim um fermento de ódio e aversão. No princípio de agosto resolvi definitivamente sair; o vigário e o médico, aceitando as razões, pediram- me que ficasse algum tempo mais. Concedi-lhes um mês; no fim de um mês viria embora, qualquer que fosse o estado do doente. O vigário tratou de procurar-me substituto.

Vai ver o que aconteceu. Na noite de vinte e quatro de agosto, o coronel teve um acesso de raiva, atropelou-me, disse-me muito nome cru, ameaçou-me de um tiro, e acabou atirando-me um prato de mingau, que achou frio; o prato foi cair na parede, onde se fez em pedaços.

- Hás de pagá-lo, ladrão! bradou ele.

Resmungou ainda muito tempo. Às onze horas passou pelo sono. Enquanto ele dormia, saquei um livro do bolso, um velho romance de d’Arlincourt, traduzido, que lá achei, e pus-me a lê-lo, no mesmo quarto, a pequena distância da cama; tinha de acordá-lo à meia-noite para lhe dar o remédio. Ou fosse de cansaço, ou do livro, antes de chegar ao fim da segunda página adormeci também. Acordei aos gritos do coronel, e levantei-me estremunhado. Ele, que parecia delirar, continuou nos mesmos gritos, e acabou por lançar mão da moringa e arremessá-la contra mim. Não tive tempo de desviar-me; a moringa bateu-me na face esquerda, e tal foi a dor que não vi mais nada; atirei-me ao doente, pus-lhe as mãos ao pescoço, lutamos, e esganei-o.

Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado, e dei um grito; mas ninguém me ouviu. Voltei à cama, agitei-o para chamá-lo à vida, era tarde; arrebentara o aneurisma, e o coronel morreu. Passei à sala contígua, e durante duas horas não ousei voltar ao quarto. Não posso mesmo dizer tudo o que passei, durante esse tempo. Era um atordoamento, um delírio vago e estúpido. Parecia-me que as paredes tinham vultos; escutava uma vozes surdas. Os gritos da vítima, antes da luta e durante a luta, continuavam a repercutir dentro de mim, e o ar, para onde quer que me voltasse, aparecia recortado de convulsões. Não creia que esteja fazendo imagens nem estilo; digo-lhe que eu ouvia distintamente umas vozes que me bradavam: assassino! assassino!

Tudo o mais estava calado. O mesmo som do relógio, lento, igual e seco, sublinhava o silêncio e a solidão. Colava a orelha à porta do quarto na esperança de ouvir um gemido, uma palavra, uma injúria, qualquer coisa que significasse a vida, e me restituísse a paz à consciência. Estaria pronto a apanhar das mãos do coronel, dez, vinte, cem vezes. Mas nada, nada; tudo calado. Voltava a andar à toa, na sala, sentava-me, punha as mãos na cabeça; arrependia-me de ter vindo. - “Maldita a hora em que aceitei semelhante coisa!” exclamava. E descompunha o padre de Niterói, o médico, o vigário, os que me arranjaram um lugar, e os que me pediram para ficar mais algum tempo. Agarrava-me à cumplicidade dos outros homens.

Como o silêncio acabasse por aterrar-me, abri uma das janelas, para escutar o som do vento, se ventasse. Não ventava. A noite ia tranqüila, as estrelas fulguravam, com a indiferença de pessoas que tiram o chapéu a um enterro que passa, e continuam a falar de outra coisa. Encostei-me ali por algum tempo, fitando a noite, deixando-me ir a urna recapitulação da vida, a ver se descansava da dor presente. Só então posso dizer que pensei claramente no castigo. Achei-me com um crime às costas e vi a punição certa. Aqui o temor complicou o remorso. Senti que os cabelos me ficavam de pé. Minutos depois, vi três ou quatro vultos de pessoas, no terreiro, espiando, com um ar de emboscada; recuei, os vultos esvaíram-se no ar; era uma alucinação.

Antes do alvorecer curei a contusão da face. Só então ousei voltar ao quarto. Recuei duas vezes, mas era preciso e entrei; ainda assim, não cheguei logo à cama. Tremiam-me as pernas, o coração batia-me; cheguei a pensar na fuga; mas era confessar o crime, e, ao contrário, urgia fazer desaparecer os vestígios dele. Fui até a cama; vi o cadáver, com os olhos arregalados e a boca aberta, como deixando passar a eterna palavra dos séculos: “Caim, que fizeste de teu irmão?” Vi no pescoço o sinal das minhas unhas; abotoei alto a camisa e cheguei ao queixo a ponta do lençol. Em seguida, chamei um escravo, disse-lhe que o coronel amanhecera morto; mandei recado ao vigário e ao médico.

A primeira idéia foi retirar-me logo cedo, a pretexto de ter meu irmão doente, e, na verdade, recebera carta dele, alguns dias antes, dizendo-me que se sentia mal. Mas adverti que a retirada imediata poderia fazer despertar suspeitas, e fiquei. Eu mesmo amortalhei o cadáver, com o auxílio de um preto velho e míope. Não saí da sala mortuária; tinha medo de que descobrissem alguma coisa. Queria ver no rosto dos outros se desconfiavam; mas não ousava fitar ninguém. Tudo me dava impaciências: os passos de ladrão com que entravam na sala, os cochichos, as cerimônias e as rezas do vigário. Vindo a hora, fechei o caixão, com as mãos trêmulas, tão trêmulas que uma pessoa, que reparou nelas, disse a outra com piedade:

- Coitado do Procópio! apesar do que padeceu, está muito sentido.

Pareceu-me ironia; estava ansioso por ver tudo acabado. Saímos à rua. A passagem da meia-escuridão da casa para a claridade da rua deu-me grande abalo; receei que fosse então impossível ocultar o crime. Meti os olhos no chão, e fui andando. Quando tudo acabou, respirei. Estava em paz com os homens. Não o estava com a consciência, e as primeiras noites foram naturalmente de desassossego e aflição. Não é preciso dizer que vim logo para o Rio de Janeiro, nem que vivi aqui aterrado, embora longe do crime; não ria, falava pouco, mal comia, tinha alucinações, pesadelos…

- Deixa lá o outro que morreu, diziam-me. Não é caso para tanta melancolia.

E eu aproveitava a ilusão, fazendo muitos elogios ao morto, chamando-lhe boa criatura, impertinente, é verdade, mas um coração de ouro. E, elogiando, convencia-me também, ao menos por alguns instantes. Outro fenômeno interessante, e que talvez lhe possa aproveitar, é que, não sendo religioso, mandei dizer uma missa pelo eterno descanso do coronel, na igreja do Sacramento. Não fiz convites, não disse nada a ninguém; fui ouvi-la, sozinho, e estive de joelhos todo o tempo, persignando-me a miúdo. Dobrei a espórtula do padre, e distribuí esmolas à porta, tudo por intenção do finado. Não queria embair os homens; a prova é que fui só. Para completar este ponto, acrescentarei que nunca aludia ao coronel, que não dissesse: “Deus lhe fale n’alma!” E contava dele algumas anedotas alegres, rompantes engraçados…

Sete dias depois de chegar ao Rio de Janeiro, recebi a carta do vigário, que lhe mostrei, dizendo-me que fora achado o testamento do coronel, e que eu era o herdeiro universal. Imagine o meu pasmo. Pareceu-me que lia mal, fui a meu irmão, fui aos amigos; todos leram a mesma coisa. Estava escrito; era eu o herdeiro universal do coronel. Cheguei a supor que fosse uma cilada; mas adverti logo que havia outros meios de capturar-me, se o crime estivesse descoberto. Demais, eu conhecia a probidade do vigário, que não se prestaria a ser instrumento. Reli a carta, cinco, dez, muitas vezes; lá estava a notícia.

- Quanto tinha ele? perguntava-me meu irmão.

- Não sei, mas era rico.

- Realmente, provou que era teu amigo.

- Era… Era…

Assim, por uma ironia da sorte, os bens do coronel vinham parar às minhas mãos. Cogitei em recusar a herança. Parecia-me odioso receber um vintém do tal espólio; era pior do que fazer-me esbirro alugado. Pensei nisso três dias, e esbarrava sempre na consideração de que a recusa podia fazer desconfiar alguma coisa. No fim dos três dias, assentei num meio-termo; receberia a herança e dá-la-ia toda, aos bocados e às escondidas. Não era só escrúpulo; era também o modo de resgatar o crime por um ato de virtude; pareceu-me que ficava assim de contas saldas.

Preparei-me e segui para a vila. Em caminho, à proporção que me ia aproximando, recordava o triste sucesso; as cercanias da vila tinham um aspecto de tragédia, e a sombra do coronel parecia-me surgir de cada lado. A imaginação ia reproduzindo as palavras, os gestos, toda a noite horrenda do crime…

Crime ou luta? Realmente, foi uma luta em que eu, atacado, defendi-me, e na defesa… Foi uma luta desgraçada, uma fatalidade. Fixei-me nessa idéia. E balanceava os agravos, punha no ativo as pancadas, as injúrias… Não era culpa do coronel, bem o sabia, era da moléstia, que o tornava assim rabugento e até mau… Mas eu perdoava tudo, tudo… O pior foi a fatalidade daquela noite… Considerei também que o coronel não podia viver muito mais; estava por pouco; ele mesmo o sentia e dizia. Viveria quanto? Duas semanas, ou uma; pode ser até que menos. Já não era vida, era um molambo de vida, se isto mesmo se podia chamar ao padecer contínuo do pobre homem… E quem sabe mesmo se a luta e a morte não foram apenas coincidentes? Podia ser, era até o mais provável; não foi outra coisa. Fixei-me também nessa idéia…

Perto da vila apertou-se-me o coração, e quis recuar; mas dominei- me e fui. Receberam-me com parabéns. O vigário disse-me as disposições do testamento, os legados pios, e de caminho ia louvando a mansidão cristã e o zelo com que eu servira ao coronel, que, apesar de áspero e duro, soube ser grato.

- Sem dúvida, dizia eu olhando para outra parte.

Estava atordoado. Toda a gente me elogiava a dedicação e a paciência. As primeiras necessidades do inventário detiveram-me algum tempo na vila. Constituí advogado; as coisas correram placidamente. Durante esse tempo, falava muita vez do coronel. Vinham contar-me coisas dele, mas sem a moderação do padre; eu defendia-o, apontava algumas virtudes, era austero…

- Qual austero! Já morreu, acabou; mas era o diabo.

E referiam-me casos duros, ações perversas, algumas extraordinárias. Quer que lhe diga? Eu, a princípio, ia ouvindo cheio de curiosidade; depois, entrou-me no coração um singular prazer, que eu, sinceramente buscava expelir. E defendia o coronel, explicava-o, atribuía alguma coisa às rivalidades locais; confessava, sim, que era um pouco violento… Um pouco? Era uma cobra assanhada, interrompia-me o barbeiro; e todos, o coletor, o boticário, o escrivão, todos diziam a mesma coisa; e vinham outras anedotas, vinha toda a vida do defunto. Os velhos lembravam-se das crueldades dele, em menino. E o prazer íntimo, calado, insidioso, crescia dentro de mim, espécie de tênia moral, que por mais que a arrancasse aos pedaços, recompunha-se logo e ia ficando.

As obrigações do inventário distraíram-me; e por outro lado a opinião da vila era tão contrária ao coronel, que a vista dos lugares foi perdendo para mim a feição tenebrosa que a princípio achei neles. Entrando na posse da herança, converti-a em títulos e dinheiro. Eram então passados muitos meses, e a idéia de distribuí-la toda em esmolas e donativos pios não me dominou como da primeira vez; achei mesmo que era afetação. Restringi o plano primitivo; distribuí alguma coisa aos pobres, dei à matriz da vila uns paramentos novos, fiz uma esmola à Santa Casa da Misericórdia, etc.: ao todo trinta e dois contos. Mandei também levantar um túmulo ao coronel, todo de mármore, obra de um napolitano, que aqui esteve até 1866, e foi morrer, creio eu, no Paraguai.

Os anos foram andando, a memória tornou-se cinzenta e desmaiada. Penso às vezes no coronel, mas sem os terrores dos primeiros dias. Todos os médicos a quem contei as moléstias dele, foram acordes em que a morte era certa, e só se admiravam de ter resistido tanto tempo. Pode ser que eu, involuntariamente, exagerasse a descrição que então lhes fiz; mas a verdade é que ele devia morrer, ainda que não fosse aquela fatalidade…

Adeus, meu caro senhor. Se achar que esses apontamentos valem alguma coisa, pague-me também com um túmulo de mármore, ao qual dará por epitáfio esta emenda que faço aqui ao divino sermão da montanha: “Bem-aventurados os que possuem, porque eles serão consolados.”

Fonte: Contos Consagrados - Machado de Assis

criado por waldir.alves807    12:33 — Arquivado em: Sem categoria

2 02UTC dezembro 02UTC 2008

Dual.

Serão dois poemas domingo posto mais
Desculpe os erros de escrita.

Finalmente encontro o começo daquilo que nunca busquei.
Imagino se isto é bom ou ruim, caminhos com sangue marquei.
Machucado com escolhas que tive que fazer, finalmente cheguei.

Dentro de mim corre a dúvida "O que fiz durante esse jogo para mudar"
O pior que não posso responder, eu não sei o que dizer.

Joguei, trapaciei, fiz de tudo para ganhar, mas ganhei o que ?
O que sei foi que  perdi amigos, ganhei inimigos, cadê a premiação para o vencedor?
Gastei tudo que tinha para ganhar, agora encarando esta forca sei o que perdi.
Os amigos que aqui deixo eu digo "o importante não é chegar e sim como chegar.

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Morte em mim

Sinto-me como uma criança novamente.
voltou aquele grande amor que percebi quando perdi.
Busquei seus lábios que nunca provei em sorrisos que nunca entendi.
Saí atrás de quem eu creio que sempre amei como demente.

Já estou velho e doente, mas a sanidade bate a  porta.
Devaneios com o calor de minha febre te faz presente neste pesadelo.
Sinto que a morte chega para vigilha de um moribundo em seu leito.
Sei que nao é você doce paixão que afaga minha cabeça agora me dou ao luxo de fingir que você voltou.

Perdendo a minha visão real, a sanidade já não me importa mais.
Sinto que de lutar a insanidade já bate a porta de meus umbrais.
O velho corvo que dizia "Jamais" está morto porque escuto a ti?
Apenas gostaria enquanto torporoso e vivaz que tu chegaste aqui.
E me trouxesse aquilo que perdi em outrora a vontade de sonhar com teus beijos que nunca exitiu naquele cais.
E o velho corvo nunca mais irá dizer "jamais".

criado por waldir.alves807    11:25 — Arquivado em: Sem categoria

27 27UTC outubro 27UTC 2008

Sem Titulo.

Depois de muito tempo, muito mesmo acho que terminei.
Nem sei mais
Vou sumir por mais uns 2 meses entãoooo
me considerem morto.

Poema pra alguem que eu adoro muitooooo, mas, não vou dizer o nome para ficar "obscuro" como sempre ^^

Sem Titulo.

Você sabia que às vezes me assusta
Quando você diz meu nome e eu não posso te ver
Será que você vai aprender a se materializar antes de falar?
Garota impetuosa, se é isso que você realmente é
Quantos séculos passaram desde que você escalou um balcão?
Ou você faz isso toda noite, com outra pessoa?

Você me diz que nunca me deixará
E eu estou quase com medo de acreditar nisso.
Por que fui eu o escolhido por você para seguir?
Você gostou do meu jeito quando eu durmo?
O meu cabelo foi mais divertido de embaraçar?
Meus sonhos são mais divertidos?

Você ri quando eu vejo que estou completamente sozinho?
Onde você esteve quando eu procurei no mar um amigo com quem conversar?
Em um ano, onde você estará?
É suficiente para você roubar minha mente
Preenchendo minha página com música escrita em minha mão?
Você sabe que eu levarei o crédito por eu ter feito você vir à mim, de algum jeito.
Mas, por favor, tente fechar as cortinas quando você sai à noite
Ou eu terei que achar alguém para ficar comigo e me aquecer

Você vai sempre assistir minhas festas de chá da meia-noite, enquanto eu preparo seu lugar?
Se um dia seu açúcar ficar intocado, você terá ido para sempre.
Você sentiria minha falta em mil anos?
Onde você vai enxugar as lágrimas de outra pessoa?

Mas você diz que nunca me deixará
E eu me pergunto se você terá a decência
De passar pela parede até outro quarto
Enquando eu me visto para o jantar.

Mas enquanto eu estou preso na conversa
Com camisetas cuja adoração machuca meus ouvidos,
Onde você está?
Você não pode cortar quando eu danço com outras mulheres?
É muito tarde, não interfira na minha vida.
Você já me fez quase um marido não-adequado
Para qualquer mulher que quer ser a primeira a dormir com seu noivo.

E você não pode simplesmente voar até o quarto dar pessoas
E então esperar que elas calmamente acenem um tchau.
Você mudou o rumo da história
E nem tentou
Onde você está?
Atrás de mim,
Pegando minha mão
Venha e lembre-me
Quem é você?
Você viajou longe?
Você é feito de pó de estrelas também?
São anjos depois de você
dizendo o que devo fazer?
Mas até lá, eu vou guardar seu espaço na cama
Venha e cante para eu dormir.


"Quem lembrar de mim, irá ter em seus olhos o reflexo de alguem que não existiu"

criado por waldir.alves807    19:38 — Arquivado em: Sem categoria

31 31UTC agosto 31UTC 2008

Castelo

Sem nada pra falar…

Troque a Palavra "Castelo" Por "Sentimentos"

Castelo

Não sei como te confessar.
Não sei como posso te matar.
Sei que não sei mais te amar.
O sonho terminou, porque mentiu pra mim?

Porque me faz chorar.
Porque me faz pensar.
Eu posso te dizer um segredo?
Não sei se te amo mais.

Não sei se te quero ver mais.
Mas, o que seria de mim se não soubesse perdoar.
Vejo muitos interessados, por minha solidão.
Por uma noite de amor.

Mas, seria essa a definição de amor?
Perdoar seria esquecer todas as mentiras.
Todas as ilusões que a pessoa amada fez?
Castelos são fortes, castelos de areia não são.
Pense na próxima vez que for construir.
Não faça castelos em vão.

criado por waldir.alves807    22:39 — Arquivado em: Sem categoria

24 24UTC agosto 24UTC 2008

Meu falso amigo. / Criança.

Para todos que desejam meu fim.
Serão 2 poemas, fiquei na duvida qual seria o melhor pra hoje ^^

Meu Falso Amigo

É um dia ensolarado no paraíso
E ninguém está por perto
Para abrir os portões
E eu estou esperando você
Meu falso amigo
Ausente no final

A única coisa pela qual posso contar
Não é muito, na verdade
A única coisa de que tenho certeza
É que você não estará em lugar algum quando eu cair
Eu gosto de pensar que não morreria por você, mas você sabe que eu o faria
Porque eu sou bobo assim mesmo
E essa é a regra que você ditou
Meu falso amigo

Amor que você apenas rejeitou
Feridas que você nunca curará
Meu falso amigo

——————————————————————————————————

Criança

Quantos anos você tem?
Sou mais velho do que você um dia será
Eu estive morto por mil anos
E vivi somente dois ou três
Eu não em importo em lhe contar
Que a minha vida acabou pelas suas mãos
O tipo de assassinato onde ninguém morre
Mas eu não acho que você vá entender

Parem as buscas
Achamos ele

Se eu sou criança
Então você é um crimonoso
E você deveria ser morto
Por um exército de menininhas
A lei não vai te prender
O mundo não vai te detestar
Você nunca fez algo que qualquer homem não faria
Eu sou criança
E você é um criminoso
Não sou nem maior de idade
Sou apenas um garotinho morto
Porém babados e laços
E rostos doces
Direcionaram sua mão sorrateira
Eu entendo perfeitamente
Então é minha culpa?
Não, criança

Obrigado, bondosos senhores
Vocês me fizeram o que sou hoje
Um amontoado de nervos corrompidos
E um abocanhado de palavras que ainda tenho medo de falar

Não me importo em lhe dizer
Agora que sou velho o suficiente pra amar
Que eu não poderia nem começar a fazer isso mesmo se meu lindo rosto dependesse disso
E que coisa engraçada isso causa

Parem as buscas
Achamos ele

Eu sou seu açúcar
Eu sou seu creme
Eu sou seu sonho anti-conservista

Eu sou seu pior pesadelo
Agora grite.

criado por waldir.alves807    18:58 — Arquivado em: Sem categoria

14 14UTC agosto 14UTC 2008

Mudanças

Depois de uma grande perca.
Fico sabendo que mais uma de minhas amigas faleceu.
Bem deixo aqui um grande beijo aonde estiver.
Mas, não é só de trevas que mundo vive…
Fiz muitas metaforas, então o contexto acaba saindo bizarro e sem regras, acho que consegui o objetivo

Mudanças

A criança foi abandonada.
Os espiritos tem rondado sua casa.
Uma divina criação ou simples ilusão
Mas ela diz que não está sozinha.
No delírio, todos nós.
Pessoas podem sonhar
No delírio pessoas vivem.
Coisas não são como parecem
Eu não estou sozinho
Eu sonho, as vezes.

Não digo onde estou me escondendo.
Eu não quero que ninguém saiba.
Estou tão longe agora que ninguem me ver.
Um lugar que posso sempre ir e me sentir seguro.
No delírio, é lugar tão perto e ao mesmo tão distante.

Na escuridão eu tenho um milhão de amigos.
E a musica toca e isso nunca acaba.
E a coruja da meia noite vem voar comigo.
E eu sinto e ouço o que não posso ver.
Porque eu não estou sozinho.
Sim, eu não estou sozinho.
Não sei quem esta aqui, mas, me acompanha até o amanhecer.

Um cavalo na minha janela.
Uma voz cantando na minha cabeça.
Realidade distorcida.
Mas vou ficar aqui nesse lugar.
No delírio, insanidade vira realidade
Pessoas são livres, ou presas em celas maiores.
No delírio pessoas vivem.
Para ver o que querem ver.

No meu paraíso tudo que amo é aqui.
E eu não tenho receio, Deus está sempre por perto.
E ela me diz coisas que eu nunca soube.
E ela não se importa que eu venha na minha.
Porque eu não estou sozinho.

Nesse banco traseiro eu posso ir à qualquer lugar.
Falar com qualquer um, fecho meus olhos e estou lá.
Em um mundo onde ninguem nunca chora.
Nunca gritam ou machucam e eu tomo o céu porque
Eu não estou debaixo da mesa.
Não estou atrás da porta do seu closet.
Deixe ir de minhas mãos agora.
Porque não estou aqui mais.
No delírio, sinto muito.
Eu não sei quando volto
No delírio, não quero mais.
Eu voltarei de novo.
Mas eu não estou sozinho
Até logo.

criado por waldir.alves807    14:49 — Arquivado em: Sem categoria

25 25UTC julho 25UTC 2008

Sem Titulo para Eternizar.

Não sei nem começar, o que dizer, como fazer.
Só sei que meu mundo está girando muito rapido e eu não estou conseguindo controlar, grandes percas passei nestas ferias, nenhuma grande conquista. Grandes pessoas afastei de minha vida por está nesta terrivel interrogação.
Uma grande perda tive recente. Posso não ser o melhor para expressar ao vivo o que sinto por alguem, mas, digo com toda as letras SINTO SAUDADE, não sei porque, não sei pra que, apenas sinto saudade.
Perdi tal pessoa com poucos anos de amizade, por uma idiotice que fizeram contra mim, e por ser um arrogante não reatei os laços. Simplesmente abri mão de uma excelente amizade, perdi 4 anos e meio de minha vida com esta pessoa, poderiamos ter aproveitado muito, conversado muito, alegrias, tristezas, tantos sentimentos "idiotas" que eu queria ter passado com você, mas, perdi.
Tempo este que não volta, vida está que não volta.
Não sou muito de crer, mas, eu creio que um dia serei perdoado por tudo que fiz até hoje. E as burrices que ainda irei fazer.
Estou controlando mais, esses erros que cometo.
Gostaria que você estivesse aqui para ver, o garoto cresceu.
Não perdi uma amizade e sim ganho uma lição de vida.
Sinto que cada passo que dou em falso.
Sempre terei a ti para me segurar.

Não sei quando, não sei onde, não sei como.
Mas, quando eu morrer, eu espero pelo menos conquistar 5 minutos para reunir a todos que gostaram de mim, odiaram, viveram comigo para poder agradecer tudo aquilo que me deram.

Fiquem agora com esta pequena homenagem.

Sem Titulo.

No final de tudo, sempre chegamos ao mesmo lugar.
Não importa como chegou, o que conquistou neste caminho.
Estaremos sempre juntos, não importa como.
Muito mais que isso, faça do seu jeito.
Viva como desejar, mas, não se esqueça pessoas podem se machucar por você.
Ao andar por esta casa sozinho eu posso ver tudo que construi, lembrar de quem me ajudou, quem estava lá para me levantar.
O velho espelho continua empoeirado, não tenho mais coragem de encarar aquele reflexo.
Não sei mais quem sou, não sei quem fui.
Já não importa mais, estamos aqui reunidos.
Para a alegria de todos, Trisztezas de alguns, mas, muitos vão se vangloriar disto.
Sinto que aos poucos perco minha humanidade, espanto todos para me defender, sou orgulhoso.
Não quero mostrar meus sentimentos, quero ser forte como uma rocha para que todos ao meu redor sintam, que tem alguem para ser cuidado.
Mas, ninguem sabe o quanto você fez falta pra mim.
Não posso recuperar o tempo que perdi, por ser patetico.
Não gostaria de concertar este erro, isso me serve de lição.
Tento chorar, de coração, mas, não consigo as lagrimas secaram.
Maldito alcool, que me entorpece, e fecha meus olhos para aquilo que quero correr.
O Tempo corre, preciso crescer, preciso seguir meu caminho.
Eu tenho medo, não quero perder mais os poucos que me restam.
Sim, a solidão me consome, agora com um pilar a menos para segurar meu mundo,  sinto que vago sem rumo, busco companias erradas, mas, quero compania.
Sei que com o passar dos anos, buscarei alguem para te "substituir", mas, não fique brava, mesmo assim sou humano.
Eu erro, quero aprender com os meus erros.
Mas, não vejo erros, Queria te ver agora…
Sentir o seu perfume, abraçar-te mais uma vez, ver teu sorriso.
Eu sei que posso ver, minha mente pode tudo…
Só não sei como vou superar.
Eu só queria ter dito isto, antes que sua passagem fosse certa.
Apenas gostaria de ter ido ao seu novo lar.
Não tive coragem de ficar.
Sim eu chorei, mas, não foi de tristeza foi de alegria.
Por saber que foram poucos, foram banais, mas, foram os melhores tempos que tive com você e posso lembrar com uma certa honra.
Hoje limpei o velho espelho, não mais o que sou.
Eu irei descobrir.
Enquanto não te encontro minha querida amiga.
Peço desculpas por você estar vendo este patetico humano, entorpecido pelo elixir dos tolos, chorar e versar por alguem que ele não teve coragem de dizer "Muito Obrigado Por Ser Minha Amiga".

criado por waldir.alves807    2:22 — Arquivado em: Sem categoria
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